Protestos Atleticanos

Com o time flertando com a zona de rebaixamento em 2008, após o 2006 de série B e o 2007 tímido, a torcida do Atlético Mineiro já estamos (“silepse”, companheiro…) de saco cheio. E a merda toda não começou há 3, 4 anos, o basta que está sendo dado é motivado por diversos anos de assassinato à tradição de glórias do clube. Este é o ano do centenário, mas não sei até onde isso serve como estimulante e agravante.

A Massa reclama, e com razão.

A Massa reclama, e com razão.

Realmente deve ser difícil administrar um clube, ainda mais das proporções do CAM, mas o que se vê por aí são erros de natureza amadora, muitas vezes tão claros que até machucam os olhos de quem vê, outras tão obscuros que levantam suspeitas sem fim. Sem fazer críticas a diretorias, tanto passadas, que, óbvia e não menos justamente, levam culpa em muita coisa, como atual, foco-me na decisão dos torcedores de boicotar o famoso apoio ao time no Mineirão.

Confesso que já venho boicotando o time há muito tempo. Apesar da pouca idade, e do argumento azul-calcinha de “nunca ter visto o time campeão”, tenho real noção de tudo que o Atlético pode oferecer ao seu torcedor. Não é time pequeno, porra. Então, ainda que diante de relativos bons resultados em Brasileirões da década de 90, da supremacia no futebol mineiro (“blablablá, somos as maiores campeãs da década” – para a puta que pariu), do gosto de torcer pelas cores preto e branco, do orgulho de “ser atleticano e ponto final”, perdi o tesão. Perdi completamente o tesão por ir ao Mineirão lotado, ficar na geral e ver meu time empatando com a Ponte Preta, por ver jogadores como Jales, Tesser e muitos outros vindo, e como Diego Alves e Lima saindo e deixando vácuos no lugar. E o Guilherme? O da pança mesmo… Ê saudade, não?

Mas mesmo tendo perdido praticamente todo o tesão e toda a boa vontade para com o time, continuo amando o Galo. É aquela coisa de amar o esporte, amar o futebol, ter tudo a ver com um Clube e batata! Afinidade total, amor construído. E com fidelidade.

Agora apóio totalmente o protesto de boicote nas arquibancadas, apesar de enxergar bem suas duas faces. É inegável que o time tem força extra quando conta com o apoio de milhares de vozes a um “Clube Atlético Mineiro, Galo forte vingador!”, mas também é inegável que a renda cai, a imprensa cobre, a diretoria sente no final das contas. Ou seja, a torcida deixando de ir é um sinal de mudança de rumo, é sinal de insatisfação, e com a diretoria até onde eu sei, não com os jogadores, com o treinador, com o time.

Placa na Cidade do Galo. Do cacete, não?

Placa na Cidade do Galo. Do cacete, não?

Porque os jogadores lá são uns coitados. Jogador de futebol é, de um modo geral, um bicho muito esquisito mesmo. São poucos os que jogam por si só, com sua própria inteligência. São os tais craques. A esmagadora maioria precisa daqueeeele empurrãozinho, que treinadores como Luxa e Leão dão bem demais. O Brasil tá cheio de gente talentosa nesse esporte, mas até em função da política da camaradagem empresarial, fica cada vez mais difícil encontrar nos campos aquilo que se via em Pelé e cia, o que é até assunto pra um próximo artigo.

Registro então aqui meu apoio à Massa, fazendo parte dela também. É importante mostrar o quanto a demagogia de muitos em dizer que “a torcida do Galo isso e aquilo”, “é o maior patrimônio do clube”, tem o fundo de verdade que os torcedores, verdadeiros (pro)motores do espetáculo, querem.

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4 opiniões sobre “Protestos Atleticanos

  1. Salve, salve Massa!

    A maior lição que podemos tirar desses quatro primeiros meses de 2009 é que o Clube Atlético Mineiro é imenso! Gigante. Se voltássemos no tempo, para exatos 10 meses atrás, veríamos um cenário catastrófico de derrotas e baixa auto-estima, resultado da nefasta Gestão RT (RT – reserva técnica, também conhecida como “comissão” ou “caixinha”). Alguns mais pessimistas temiam o apequenamento do Atlético e alardeavam o apocalíptico descenso como uma realidade imutável. Nada disso aconteceu, graças a Deus! Hoje, posso registrar 13 vitórias seguidas, recordes de público e de gols, e ainda um leve descontentamento com certos jogadores, como se o Galo tivesse recém conquistado o mundial interclubes. Fazer o quê? O atleticano é acostumado mesmo a ter times temidos e ser a força-motriz das Gerais. Esse resgate devemos ao presidente Alexandre Kalil, ao técnico Emerson Leão e à jogadores como Diego Tardelli, Júnior e Éder Luís.

    Se ainda não ganhamos títulos, ao menos lustramos nosso brio. As vergonhosas derrotas de 2008 foram substituídas pelo retorno da vergonha na cara. Isso vale mais que qualquer troféu. Troféus temos aos montes. O orgulho, arranhado pela horda que assaltou o Galo, esse não se coloca em sala ou vitrine. O orgulho carregamos na alma. Kalil, Leão, Tardelli, Júnior, Éder: pessoas que, de alguma forma, reencontram no Galo a motivação para produzirem o “algo a mais”, obrigado! A diferença entre um trabalho ordinário e um trabalho extraordinário é o EXTRA.

  2. gostaria muito de ganhar uma camisa do galo,sou fanatico pelo clube atletico mineiro, tenho um filho de 02meses ja veste a camisa do galo, o galo mineiro eo melhor time do brasil e a maior tocida e a do galo; aqui em governador valadares minas gerais 80% da tocida e do galo, jose maria da silva.

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