Tic Tac

Em 36 minutos é possível respirar
em 29 horas é possível se mexer
em 3 dias e 1/2 é possível se soltar
talvez em 4 meses ‘ja possível se curar.

Mas é tanto prazo pra viver, tanta hora pra fazer, tanta data pra olhar, tanto título pra se ter, que se esqueceram de me ensinar a calendar.

Lê com ritmo, fica bem legal…

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Aaaaahhh o Verão!

Chove pra porra neste país, não? E este é o nosso verão. Antes mesmo de começar já tinha dilúvio de montão.

E o povo se mobiliza, faz campanha pra ajudar Santa Catarina. E o pau come também aqui. E aí desviam-se doações pra Minas. Mas isso abertamente, foda é voluntário roubando de sapato a insulina. Militares roubando cuecas para eles, calcinhas para suas meninas.

Ô nojo desgraçado, viu…

Até de mim mesmo, porque esses parágrafos foram muito Arnaldo Jabor pra mim. Eca. Ainda bem que sou escroto pra caralho, e não pago de intelectual. Só sou foda mesmo.

Mas não se iluda, eu sou tão nojento e tão hipócrita quanto esse povo mesquinho, sujo, ignorante que vive aqui. E tanto quanto você. Tanto quanto todo e qualquer ser humano. Em suma, ninguém presta. Só está um passo a frente quem reconhece.

Viver É Como Andar de Bicicleta

Cada indivíduo deve viver sua vida, assim como cada um deve pedalar e guiar sua bicicleta.

Passear em bicicleta de dois assentos é coisa que não dá pra se fazer por muito tempo. E no final das contas é um só que guia sozinho, com sua mão de ferro no guidão, o de trás só pedala. Isso quando pedala, pois quando não o da frente é feito de otário e faz toda a força sozinho.

E assim é a vida. Consciência; corpo, espírito, mente; personalidade. Vontade. In-di-vi-du-a-li-da-de.

E fim de papo.

Na Padaria

Outro dia fui à padaria aqui na esquina. Lá eu sempre compro pãozinho, bolinho, coalhadinha, pãozinho de queijinho a granel e o bendito queijinho mineirinho também, claro. Dessa vez fui pra tomar café.

Padaria, padará, padeu.
Veja a imagem em seu contexto original na página: www.padariamoderna.com.br

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Cante “Garota de Ipanema” que Eu Carimbo

Mais uma crônica não-minha. Mais uma sensacional, tal qual o autor.

“‘Apertem os cintos. Em instantes pousaremos no Aeroporto Internacional de Miami’, dizia a comissária de bordo, com aquela voz cantada e sensual.

A ansiedade toma conta e a adrenalina sobe. Será que vamos passar pela imigração? É claro, temos documentos, passaportes válidos, visto americano, cartas-convites, declarações, fotos do Luda, do Papa, do Bush, tudo. E o mais importante: temos algumas frases prontas e decoradas em Inglês para falar para o guarda. ‘Estamos indo para Minneapolis, participar do projeto Songs of Hope 2005, para o qual fomos convidados.’ ‘Temos as cartas-convites’. ‘A Paula é minha filha e o Bruno é meu amigo’. ‘Vamos ficar quarenta e dois dias e voltaremos ao final do projeto, no dia primeiro de agosto’. ‘The book is on the table!’… ‘Não ia haver problema nenhum’ – dizia eu para mim mesmo em pensamento, mas no fundo, no fundo… (…)”

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O Papel Higiênico

E o papel higiênico, hein… Tão menosprezado… É sempre bem barato, independentemente da marca, sempre sai do saco – plástico, claro – e vai pra onde todo mundo sabe, depois lixo ou esgoto. Deve ser terrível ir pra onde detrito digestivo vai. Quando não é isso é pra onde absorvente usado, escova de dente velha, band-aid e unha cortada vão. E há também destinos inusitados, como teto e paredes de banheiros, geralmente de escolas, gramados de futebol. Hum… Essa deve ser a glória do papel, o status máximo a que pode chegar. Toda aquela atmosfera, aquela gritaria e tchibum! – Lá vai o rolo se desenrolando rumo à relva sagrada. E depois aquelas folhas devem ser limpas pelo pessoal dos estádios, e quem sabe até vão pro lixo comum, pra reciclagem! Ah, é uma porcentagem mínima, nem vale a pena considerar. Papel higiênico só toma, digo, limpa lá mesmo, e pronto.

Papelzinho, papelão, limpa meu rabinho, te guardo no coração.

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